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Pesquisa | Brasil

Quanto tempo leva para aprender inglês? 200 horas por nível, e a conta da sua semana

Pela Cambridge University Press & Assessment, aprender inglês leva cerca de 200 horas de aprendizagem guiada para cada nível do CEFR: aproximadamente 350 a 400 horas do zero até o B1, 500 a 600 até o B2 e 700 a 800 até o C1. Em meses, quem decide é a sua semana: as mesmas 550 horas do B2 são cerca de 9 meses a 2 horas por dia e cerca de 3 anos a meia hora por dia.

SpeakBase Pesquisa | 26 de setembro de 2026 | Leitura: 7 minutos
200 hpor nível do CEFR, segundo a Cambridge
500 a 600 hdo zero até o B2, o nível do exame B2 First
9 meses ou 3 anosas mesmas 550 horas a 2 horas por dia ou a 30 minutos por dia

A resposta curta, com número

Existe uma tabela oficial de horas para o inglês, e ela não depende da sua língua materna. A Cambridge University Press & Assessment, que aplica os exames B1 Preliminary, B2 First e C1 Advanced, afirma que “leva aproximadamente 200 horas de aprendizagem guiada para um aluno progredir de um nível do Quadro Europeu Comum de Referência (CEFR) para o seguinte” e publica o total acumulado desde o zero para cada nível. É o número mais útil para quem aprende inglês, porque mede exatamente isso: o caminho até o inglês, qualquer que seja o idioma de partida.

Cambridge English, “Guided learning hours”, consultado em 13 de setembro de 2026 (página atualizada em 12 de setembro de 2026). Horas acumuladas desde o zero, que a própria fonte chama de aproximadas.
Nível CEFRNomeExame CambridgeHoras guiadas desde o zero
A1InicianteA1 Starters / Movers90 a 100
A2BásicoA2 Key180 a 200
B1IntermediárioB1 Preliminary350 a 400
B2Intermediário superiorB2 First500 a 600
C1AvançadoC1 Advanced700 a 800
C2ProficienteC2 Proficiency1.000 a 1.200
A Cambridge estima cerca de 200 horas de aprendizagem guiada por nível do CEFR: de 500 a 600 horas do zero até o B2 e de 700 a 800 horas até o C1 (Cambridge English, página atualizada em 12 de setembro de 2026).

Duas observações antes de usar a tabela. Primeiro, ela é uma média: não separa alunos por língua materna, idade ou método, e a própria fonte chama os números de aproximados. Segundo, “fluente” não é um nível do CEFR. Se o seu objetivo é conversar com segurança no trabalho, o nível que você procura está em algum ponto da escala de A1 a C2, e vale saber em qual antes de fazer a conta. A explicação do que cada letra significa na prática está em níveis de inglês: o que A1, A2, B1, B2, C1 e C2 significam de verdade.

Quanto tempo isso dá na sua rotina

Aqui está a parte que as tabelas nunca respondem, porque não conhecem a sua agenda. As horas não mudam; o calendário muda, e o calendário é a resposta que você procura. A tabela abaixo divide as horas da Cambridge por quatro rotinas diárias. É aritmética nossa sobre os números publicados, supõe estudo todos os dias sem falta e usa o meio de cada faixa: 375 horas para o B1, 550 para o B2 e 750 para o C1, contando do zero.

Aritmética da SpeakBase Pesquisa sobre as horas da Cambridge: 200 horas para subir um nível, 375, 550 e 750 horas do zero ao B1, B2 e C1. Estudo todos os dias, sem faltas, então leia como piso, não como previsão.
RotinaSubir 1 nível (200 h)Zero ao B1 (375 h)Zero ao B2 (550 h)Zero ao C1 (750 h)
20 minutos por dia2 h 20 min por semana86 semanascerca de 1 ano e 8 meses161 semanascerca de 3 anos e 1 mês236 semanascerca de 4 anos e 6 meses321 semanascerca de 6 anos e 2 meses
30 minutos por dia3 h 30 min por semana57 semanascerca de 1 ano e 1 mês107 semanascerca de 2 anos e 1 mês157 semanascerca de 3 anos214 semanascerca de 4 anos e 1 mês
1 hora por dia7 horas por semana29 semanascerca de 7 meses54 semanascerca de 1 ano79 semanascerca de 1 ano e 6 meses107 semanascerca de 2 anos e 1 mês
2 horas por dia14 horas por semana14 semanascerca de 3 meses27 semanascerca de 6 meses39 semanascerca de 9 meses54 semanascerca de 1 ano
As mesmas 550 horas que a Cambridge estima do zero ao B2 são cerca de 9 meses a 2 horas por dia, cerca de 1 ano e 6 meses a 1 hora por dia e cerca de 3 anos a 30 minutos por dia (aritmética da SpeakBase Pesquisa).

A diferença entre a primeira e a última linha é o achado principal desta página. O idioma é o mesmo, a meta é a mesma, o total de horas é o mesmo; só muda a densidade da semana. Por isso a resposta honesta a “quanto tempo leva” é outra pergunta: quantas horas por semana, e até qual nível. Quem responde em meses sem perguntar nenhuma das duas coisas está chutando.

E ser brasileiro ajuda? O que a tabela americana diz, e o que não diz

O número que mais circula sobre esse assunto é o do Foreign Service Institute (FSI), a escola de idiomas do Departamento de Estado dos EUA. Ele divide os idiomas em quatro categorias. Na Categoria I, que a própria página chama de idiomas próximos do inglês, o português aparece com 24 semanas de treinamento, o piso da faixa de 552 a 690 horas de aula. Na Categoria IV estão árabe, cantonês, mandarim, japonês e coreano, com 88 semanas e 2.200 horas de aula.

O cuidado é este: a tabela do FSI mede falantes de inglês aprendendo outros idiomas. Ela diz quanto tempo um diplomata americano leva para aprender português, não quanto um brasileiro leva para aprender inglês. Não existe, nessa fonte, número nenhum para o caminho do brasileiro.

O que dá para fazer é uma inferência, e ela precisa vir com esse nome. Os economistas Barry Chiswick e Paul Miller transformaram resultados do FSI numa escala de distância em relação ao inglês, de 1,00 (japonês e coreano, os mais distantes) a 3,00 (africâner, norueguês, romeno e sueco, os mais próximos), e dizem com todas as letras que fazem isso partindo da suposição de que a distância linguística é simétrica. Nessa escala o português tem 2,50. Se a simetria vale, ainda que de forma aproximada, o inglês está entre os idiomas mais próximos para quem fala português. É uma dedução razoável, não uma medição, e ela não se traduz em um número de horas para brasileiros.

Inferência, não medição: o FSI coloca o português na Categoria I, a dos idiomas próximos do inglês, com 24 semanas para um falante de inglês. Supondo que a distância vale nos dois sentidos, o inglês também está entre os idiomas mais próximos para um brasileiro.

E há um dado que mostra o limite dessa vantagem. No EF EPI 2025, Portugal marca 612 pontos e ocupa a 6ª posição mundial. O Brasil, com a mesma língua e portanto a mesma distância do inglês, marca 482 e fica em 75º, abaixo da média mundial de 488. São 130 pontos de diferença entre dois países que partem do mesmo lugar. A proximidade do idioma define o ponto de partida; não garante a chegada.

O tipo de hora também conta

As tabelas contam horas, não tipos de hora, e essa é a limitação que mais pesa para o brasileiro. No EF EPI 2025, o Brasil marca 516 em leitura e 464 em fala: é a mesma pessoa, com as mesmas horas acumuladas, entendendo muito mais do que consegue dizer. O desenho vem de onde as horas foram gastas. No ENEM, a língua estrangeira ocupa 5 das 45 questões da prova de Linguagens, todas de leitura. O dado completo está em o Brasil lê inglês melhor do que fala.

No programa do FSI, de onde vêm os números mais famosos, mais da metade da semana é em sala: a página descreve uma semana típica de 23 horas de aula e 17 de estudo individual, com meta num nível integrado de fala e escuta. São horas usando o idioma em voz alta, com alguém corrigindo na hora. Em outras palavras: as horas que movem a fala são horas falando. Quem já acumulou centenas de horas lendo e assistindo séries não precisa recomeçar do zero, mas precisa colocar horas de conversa na conta.

Por onde começar a conta

A conta toda depende de um dado que você talvez não tenha: o seu nível de hoje. Sem ele, não dá para saber se faltam 200 horas ou 600. O teste de nível de inglês falado do SpeakBase é gratuito, leva 3 minutos e explica o resultado em português. Com o nível na mão, escolha a linha da tabela acima que corresponde à sua semana real, não à ideal, e você tem uma estimativa honesta.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para aprender inglês?

Segundo a Cambridge University Press & Assessment, cerca de 200 horas de aprendizagem guiada para subir cada nível do CEFR. Do zero, isso dá aproximadamente 350 a 400 horas até o B1, 500 a 600 até o B2 e 700 a 800 até o C1. Em meses, depende da sua rotina: as mesmas 550 horas do B2 são cerca de 9 meses estudando 2 horas por dia e cerca de 3 anos estudando meia hora por dia, pela nossa própria conta.

Quantas horas para chegar ao B2 em inglês?

A Cambridge estima de 500 a 600 horas de aprendizagem guiada do zero até o B2, o nível do exame B2 First. Quem já está no B1 precisa de cerca de mais 200 horas, que é o valor que a Cambridge dá para a passagem de qualquer nível para o seguinte.

Inglês é fácil para quem fala português?

Provavelmente está entre os idiomas mais próximos, mas isso é uma inferência, não uma medição. A tabela do Departamento de Estado dos EUA coloca o português na Categoria I, a dos idiomas próximos do inglês, com 24 semanas de treinamento para um falante de inglês. Ela mede o caminho inverso ao do brasileiro. Os economistas Chiswick e Miller transformaram resultados do FSI numa escala de distância supondo que a distância vale nos dois sentidos, e nela o português tem 2,50 numa escala de 1,00 (japonês, coreano) a 3,00 (sueco, norueguês). Nenhuma fonte publica horas específicas para um brasileiro aprender inglês.

Dá para aprender inglês em 6 meses?

Depende do ponto de partida e do ritmo. Seis meses são cerca de 26 semanas. Subir um nível do CEFR, cerca de 200 horas pela Cambridge, exige perto de 8 horas por semana, pouco mais de uma hora por dia. Ir do zero ao B1, cerca de 375 horas no meio da faixa, exige perto de 2 horas por dia, todos os dias. É aritmética sobre os números da Cambridge, não uma promessa.

Estudar 30 minutos por dia funciona?

Funciona, mas o calendário é longo. A meia hora por dia, todos os dias, as 200 horas de um nível levam cerca de 1 ano e 1 mês, e as cerca de 550 horas do zero ao B2 levam cerca de 3 anos. A mesma quantidade de horas feita a 2 horas por dia cabe em cerca de 9 meses. As horas não mudam; muda a densidade da sua semana.

Por que estudei inglês anos na escola e não falo?

Porque horas de leitura não viram horas de fala. No ENEM, a língua estrangeira ocupa 5 das 45 questões da prova de Linguagens, todas de leitura de texto. No EF EPI 2025, o Brasil marca 516 em leitura e 464 em fala. As tabelas de horas contam o total, não o tipo de hora, e quem nunca praticou conversação tem muitas horas acumuladas e pouca fala.

Somar horas de fala, não só de leitura
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Metodologia e fontes: as horas por nível são da Cambridge University Press & Assessment, Guided learning hours, consultado em 13 de setembro de 2026 (página atualizada em 12 de setembro de 2026). As categorias, semanas e horas de aula do FSI e a carga semanal de 23 horas em sala mais 17 de estudo individual são do Departamento de Estado dos EUA, Foreign Language Training, consultado em navegador em 11 de setembro de 2026; a meta de nível é da escala da Interagency Language Roundtable, consultada na mesma data. A escala de distância é de Chiswick e Miller, Linguistic Distance, IZA Discussion Paper 1246 (2004), tabela 1, consultado em 13 de setembro de 2026. As pontuações de Portugal e do Brasil são do EF EPI 2025, consultado em 13 de setembro de 2026, e as notas do Brasil por habilidade vêm da página do Brasil no EF EPI 2025, como usadas na nossa pesquisa de 26 de agosto de 2026. A estrutura da prova do ENEM é do Edital n. 64, de 21 de maio de 2026. Três limites acompanham os números. Primeiro, toda conversão de horas em semanas, meses e anos é aritmética nossa, supõe estudo todos os dias e deve ser lida como piso. Segundo, a tabela do FSI mede falantes de inglês aprendendo outros idiomas; a leitura dela no sentido inverso depende de uma suposição de simetria que Chiswick e Miller declaram e não provam, e por isso aparece aqui como inferência. Terceiro, o EF EPI reúne pessoas que escolheram fazer um teste on-line gratuito, então não é amostra representativa de nenhum país. O uso dos dados é livre com citação da fonte: SpeakBase Pesquisa, com link para esta página.
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